quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Japonês


Nirai lança cardápio sem muitas novidades

O diferencial do restaurante fica longe de ser a comida



Legenda: O ambiente sofisticado foi assinado por Analice e Huberto Zírpoli

Por Duda Martins

Uma coisa certa é que a culinária japonesa caiu no gosto dos brasileiros e especialmente recifenses. Deve ser por isso que a cada final de semana que se passe, estabelecimentos diferentes inauguram em diversos bairros da cidade para oferecer o produto gastronômico que dá dinheiro fácil: sushi.

Ontem fui ao mais novo empreendimento dos sócios Thiago e Bruno Macêdo, que já têm certa experiência com essa coisa de comida (Macunaíma e Jardins). O restaurante Nirai foi um dos lançamentos mais comentados na crítica gastronômica local esses últimos dias. Discreto, o japonês fica num local estratégico, principalmente para quem pretende visitar o Macunaíma. Ao chegar no estacionamento do conceituado restaurante de massas, o cliente tem a opção de olhar para o lado e mudar de opinião. O Nirai fica lá mesmo, dividindo as vagas dos carros com seu irmão Macunaíma.

A expectativa era grande. O lugar por fora é uma gracinha e por dentro mais bonito ainda. Cheio daquelas plantinhas que trazem sorte aos orientais. As árvores entram sutilmente no estabelecimento, deixando o local mais aconchegante, mas sem perder a sofisticação. Esculturas com letras japonesas, espelhos, almofadas, paredes trabalhadas, móveis de madeira, tudo no maior bom gosto. O projeto inclusive, é de Analice e Humberto Zírpoli.

Mas falando em gosto, vamos ao que interessa. No melhor estilo adotado por nós, o rodízio, estava louca para ver as opções do self-service posto - não sei porque - junto ao banheiro. Mas isso não incomodou. Chegando lá, a decepção. Exceto alguns (poucos) bolinhos de arroz mais encrementados, o buffet não trazia nada de diferente das outras dezenas de restaurantes espalhados por aí. Droga. Fui pegando...sushi de polvo aqui, camarão ali, salmão skin (de novo não...) e por aí vai... Pelo menos também tinha chinês para se eu não aguentasse comer as mesmas coisas de sempre. Mas fui lá para comer sushi e sushi diferente!

Um quiosquezinho com sushi-mens me chamou atenção.
- Aqui tem alguma coisa diferente?
- Opa! Boa Noite! É só a senhora pedir ao garçom e ele faz o pedido. (Falou ele super simpático)
- Ah tá, obrigada (Eu também fui simpática).

Uma garçonete esforçada veio me atender e trouxe o cardápio. É, no cardápio eu fiquei mais feliz. Tinha uns nomes diferentes, uns bônus especiais que os outros não oferecem. Fui pedindo seis (eu não estava sozinha) dos que mais me chamaram a atenção. Em menos de cinco minutos, "chanraaam"!!! Meus primeiros seis suhis chegaram! Que ótimo, que rápido! Comemos felizes e assim que acabamos, "chanramaam", mais seis! E assim foi por toda a noite. Não esperei mais de três minutos em nenhum dos meus pedidos. Isso é excelente diante das outras experiências pelas quais eu passo nestes restaurantes.

Pedi cerca de dez opções diferentes. Infelizmente, só aprovei mesmo umas três. O hot camarão (camarão e cream cheese fritos) -como bons brasileiros, gostamos mais dos sushis fritos-, Salmão Roll (salmão e cream cheese) e o Philadelphia deles também é muito bom. Tirando isso, a grande novidade prometida por eles não me agradou. O Ebi Especial, uma criação do chef Edson Feliciano (Ex-Quina do Futuro), é um sushi de camarão e salmão com cream cheese maçaricado. O bolinho se dissolve, parece que os peixes não estavam frescos. Fora o gosto de queimado que tira o sabor dos ingredientes. O sushi que leva o nome da casa tamabém não tem nada de especial: arroz, kiwi, atum e cream chease. Não curti. Além disso, os sushis são enormes, o que me fez experimentar menos coisas do que eu queria, como por exemplo os temakis com algas crocantes, importadas de São Paulo.

No final de tudo, quando eu achava que não ia aguentar mais, pedi um temaki de chocolate. Aí sim, estava bem gostoso. Na verdade, não tinha nada de oriental. Era uma casquinha de sorvete com recheio de chocolate derretido e morangos. Bem bom! Dei uma olhadinha a mais no cardápio e vi que eles tinham outras opções de sobremesa inclusas no valor do rodízio. Que por sinal, é bem salgadinho (R$ 26,90).

Bom, foi isso. Saí do Nirai com a sensação de que gastei dinheiro e não aproveitei muito. O melhor do restaurante é, sem dúvida, o serviço de atendimento. Pena que isso não enche barriga.

Serviço:

Nirai – Cozinha Oriental

Rua das Creoulas, 258, Graças, Recife (junto ao restaurante Macunaíma).

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