
Turma da Mônica boa leitura para crianças
Eles são atemporais
Aventura e educaçao compõe a receita do sucesso
Por Nathália Araujo
Turma da Mônica, quem nunca leu? Que criança nunca se divertiu com as tirinhas onde, às vezes, não há texto, mas são totalmente claras? Mesmo com todo o avanço das tecnologias e com as crianças cada vez mais presas dentro de casa, Mônica, Cebolinha, Cascão, Magali, Chico Bento e os outros continuam com a rotina de crianças desligadas das tecnologias e longe do alcance da violência urbana. Mas mesmo assim, as histórias conseguem mostrar como é a vida de uma criança. A revista traz temas que pertence ao mundo infantil: brigas entre amigos que em menos de uma hora são resolvidas, rinchas de meninos contra meninas, a mania de colocar apelidos e as situações familiares. E é claro que há um pouco de fantasia. Geladeira, pedra e cachorro, todos falam. Sem contar os personagens pré-históricos (Piteco, Horácio) e os monstros legais (Penadinho, Zé Vampi).
Algumas histórias são paródias de literaturas clássicas, filmes consagrados e até mesmo músicas. Lembro de um episódio que parodiava Robson Crusoé. No caso, era Chico Bento que tinha ficado a deriva durante um cochilo dentro de seu barco de pesca. Ao encontrar uma ilha ele dá de cara com um macaco que faz logo amizade e ainda coloca nome de Sábado. Sem contar que ficava marcando os dias que passava na ilha numa bananeira. Esse e outras centenas de paródias criam nas crianças uma idéia, bem primária, de como é a história original. Além das aventuras, as historinhas abordam ainda temas relacionados com o comportamento infantil, de porque é importante ir à escola, como tratar os mais velhos, noções de higiene e saúde.
Seriam necessárias páginas e mais páginas para falar de como é a Turma Mônica, mas vou me prender ao exemplar que eu peguei. É um Almanaque do Cebolinha (publicado em 2008) que contém mais histórias do que a revistinha comum, ao todo são onze. A principal delas é Tempo de Eleição, quando o clube dos meninos resolve eleger o novo presidente. O único candidato que aparece é Cebolinha, e todos os outros se manifestam contra. Mas quando Cebolinha questiona qual deles quer competir, todos dizem que já estão ocupados. Mas eis que aparece Mônica com uma bandeja de biscoito de polvilho querendo se candidatar. Quando os meninos se deparam com o biscoito, apóiam de imediato a campanha. Cebolinha tenta mostra que ela não pode participar, pois o clube é apenas de meninos, mas ninguém dá ouvidos, pois estão encantados com o doce. Não deu outra, Mônica ganhou, mas quando os meninos pediram mais biscoito, ela disse não ter mais que dali em diante o clube teria novas atividades. Os meninos já possuíam um cronograma para abusar Mônica, não gostaram muito e acabaram apanhando. Depois de notarem o equivoco, voltam atrás e pedem a Cebolinha para assumir o clube novamente. A história mostra como as pessoas se iludem com um candidato só porque tem algo para satisfazer alguma necessidade, esquecendo que o mais importante são as propostas que devem bater com as delas. Na história deu tempo de voltar atrás, mas na vida real tem de esperar quatro anos para mudar a situação, mas muitas vezes o estrago já foi feito.
Lembrando que o gibi é de 2008, o tema é totalmente válido, pois foi ano de eleições municipais. E mesmo o publico alvo não sendo eleitor, um dia eles serão e é necessário instigar a criação de votar com consciência. Existe ainda a história de Rolo que deixou para fazer a atividade da escola de última hora, mas quando foi enviar para o professor, se confundiu e mandou o buquê que era para a namorada. Apesar de existir inúmeras histórias sobre a falta de responsabilidade, teve uma nova roupagem, pois tudo foi feito via internet. E sendo um instrumento cada vez mais usado pelas crianças, ilustra a importância de se ter cuidado ao navegar pela net. Com bom humor a mensagem foi passada.
Outro aspecto interessante das histórias, são que muitas delas não possuem texto, existe, apenas a sequência de quadrinhos. Esse exemplar possuia três: Dá uma carona, Vento nos Cabelos e Falta de Pele. O mais interessante deles é Falta de Pele, onde mostra a luta de Piteco para encontrar uma pele que o aqueça. Ele é espantado por todos os animais, mas consegue tirar a lã da ovelha. Ele sai todo feliz, mas ao olhar para ela, vê-la tremendo e, imediatamente, a coloca dentro do casaco. Nenhuma palavra foi escrita para mostrar a importância da solidariedade, de perceber a necessidade do outro.
Por ser uma revista voltada para crianças, os diálogos são bem curtos, mas não são bobos. Eles são ricos em onomatopéias dando um caráter mais real. São sons que ultrapassam a ilustração de socos e portas batendo. Os diálogos parecem acontecer num encontro bem casual, ou em rotinas de casa. Por serem historias em quadrinho, muito do texto pode ser percebido pelo desenho. É um casamento de texto com a imagem. Até mesmo em algumas passagens de tempo não é preciso escrever que anoiteceu ou vários dias se passaram. Tudo é muito bem construído, em poucos quadrinhos se soluciona.
Por ser o Almanaque do Cebolinha, a maioria das historinhas são com ele. Cebolinha tem um problema de dicção, trocando o r pelo l. tem um espírito de líder e por isso vive elaborando planos para tirar a paz da Mônica e o seu alvo maior é o coelhinho dela, Sansão. Mas mesmo assim eles são amigos, essa perseguição é uma forma de chamar atenção dela. A verdade é que eles se gostam e essa é a forma de ficarem perto. Já Mônica se sente ameaçada por Cebolinha, pois a líder na verdade é ela. Com um gênio forte, ela não agüenta as brincadeiras que os meninos tiram.
Mesmo para que já passou da idade, A Turma da Mônica é sempre uma boa leitura. As aventuras são tão bem construídas que ainda nos faz rir. Não custa, um dia desses, pegar uma ler.
Algumas histórias são paródias de literaturas clássicas, filmes consagrados e até mesmo músicas. Lembro de um episódio que parodiava Robson Crusoé. No caso, era Chico Bento que tinha ficado a deriva durante um cochilo dentro de seu barco de pesca. Ao encontrar uma ilha ele dá de cara com um macaco que faz logo amizade e ainda coloca nome de Sábado. Sem contar que ficava marcando os dias que passava na ilha numa bananeira. Esse e outras centenas de paródias criam nas crianças uma idéia, bem primária, de como é a história original. Além das aventuras, as historinhas abordam ainda temas relacionados com o comportamento infantil, de porque é importante ir à escola, como tratar os mais velhos, noções de higiene e saúde.
Seriam necessárias páginas e mais páginas para falar de como é a Turma Mônica, mas vou me prender ao exemplar que eu peguei. É um Almanaque do Cebolinha (publicado em 2008) que contém mais histórias do que a revistinha comum, ao todo são onze. A principal delas é Tempo de Eleição, quando o clube dos meninos resolve eleger o novo presidente. O único candidato que aparece é Cebolinha, e todos os outros se manifestam contra. Mas quando Cebolinha questiona qual deles quer competir, todos dizem que já estão ocupados. Mas eis que aparece Mônica com uma bandeja de biscoito de polvilho querendo se candidatar. Quando os meninos se deparam com o biscoito, apóiam de imediato a campanha. Cebolinha tenta mostra que ela não pode participar, pois o clube é apenas de meninos, mas ninguém dá ouvidos, pois estão encantados com o doce. Não deu outra, Mônica ganhou, mas quando os meninos pediram mais biscoito, ela disse não ter mais que dali em diante o clube teria novas atividades. Os meninos já possuíam um cronograma para abusar Mônica, não gostaram muito e acabaram apanhando. Depois de notarem o equivoco, voltam atrás e pedem a Cebolinha para assumir o clube novamente. A história mostra como as pessoas se iludem com um candidato só porque tem algo para satisfazer alguma necessidade, esquecendo que o mais importante são as propostas que devem bater com as delas. Na história deu tempo de voltar atrás, mas na vida real tem de esperar quatro anos para mudar a situação, mas muitas vezes o estrago já foi feito.
Lembrando que o gibi é de 2008, o tema é totalmente válido, pois foi ano de eleições municipais. E mesmo o publico alvo não sendo eleitor, um dia eles serão e é necessário instigar a criação de votar com consciência. Existe ainda a história de Rolo que deixou para fazer a atividade da escola de última hora, mas quando foi enviar para o professor, se confundiu e mandou o buquê que era para a namorada. Apesar de existir inúmeras histórias sobre a falta de responsabilidade, teve uma nova roupagem, pois tudo foi feito via internet. E sendo um instrumento cada vez mais usado pelas crianças, ilustra a importância de se ter cuidado ao navegar pela net. Com bom humor a mensagem foi passada.
Outro aspecto interessante das histórias, são que muitas delas não possuem texto, existe, apenas a sequência de quadrinhos. Esse exemplar possuia três: Dá uma carona, Vento nos Cabelos e Falta de Pele. O mais interessante deles é Falta de Pele, onde mostra a luta de Piteco para encontrar uma pele que o aqueça. Ele é espantado por todos os animais, mas consegue tirar a lã da ovelha. Ele sai todo feliz, mas ao olhar para ela, vê-la tremendo e, imediatamente, a coloca dentro do casaco. Nenhuma palavra foi escrita para mostrar a importância da solidariedade, de perceber a necessidade do outro.
Por ser uma revista voltada para crianças, os diálogos são bem curtos, mas não são bobos. Eles são ricos em onomatopéias dando um caráter mais real. São sons que ultrapassam a ilustração de socos e portas batendo. Os diálogos parecem acontecer num encontro bem casual, ou em rotinas de casa. Por serem historias em quadrinho, muito do texto pode ser percebido pelo desenho. É um casamento de texto com a imagem. Até mesmo em algumas passagens de tempo não é preciso escrever que anoiteceu ou vários dias se passaram. Tudo é muito bem construído, em poucos quadrinhos se soluciona.
Por ser o Almanaque do Cebolinha, a maioria das historinhas são com ele. Cebolinha tem um problema de dicção, trocando o r pelo l. tem um espírito de líder e por isso vive elaborando planos para tirar a paz da Mônica e o seu alvo maior é o coelhinho dela, Sansão. Mas mesmo assim eles são amigos, essa perseguição é uma forma de chamar atenção dela. A verdade é que eles se gostam e essa é a forma de ficarem perto. Já Mônica se sente ameaçada por Cebolinha, pois a líder na verdade é ela. Com um gênio forte, ela não agüenta as brincadeiras que os meninos tiram.
Mesmo para que já passou da idade, A Turma da Mônica é sempre uma boa leitura. As aventuras são tão bem construídas que ainda nos faz rir. Não custa, um dia desses, pegar uma ler.
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