
Refrigerante sertanejo
Cajuína já foi tema de música de Caetano Veloso.
Por: Nathália Araujo
Existe uma grande concorrência entre as grandes marcas de refrigerantes, chega a ser uma disputa por ideais. Os que gostam d a base de guaraná, e os a base de cola. Parece até uma briga partidária, quem prefere um, não pode preferir o outro, chegam até discussões mais agressivas, rolando, inclusive, xingamentos. Acredito que muitos desses “aliados” a um sabor e marca de refrigerante nunca tenham ouvido falar, ou que ao se depararem tenha desprezado o refrigerante a base de caju, Cajuína. Não sabem eles o que estão perdendo. Por falar nisso, uma amiga cheirou, fez cara feia e não quis. Com certeza não fez parte da infância dela.
Essa semana, tomei a cajuína, não foi a primeira vez, meu cunhado trouxe há algum tempo uma amostra e aprovei. Quando se vê o rótulo, não se dá muito, o design não é muito atrativo. A explicação, para mim, é que o refrigerante é um pouco artesanal, e a produção é caseira nas cidades do interior (não estou dizendo que as coisas do interior sejam bregas e desatualizadas), mas as empresas fundo de quintal ainda não têm a visão de ampliar os negócios. Deixando o rótulo do lado fora, vamos ao que interessa, o refri. Aos que gostam de apreciar o cheiro antes de beber, vão reconhecer que é feito de caju. Não sei se é o meu psicológico que já foi pronto para associar, mas não o aroma é idêntico ao caju, cheguei até a imaginar um bem madurinho na minha frente. O sabor, logo no primeiro gole, parece com aqueles bem baratinhos a base de guaraná. Mas não é doce, só tem muito gás, muito mesmo, porém estava disposta a encontrar o gosto de caju e continuei tomando. E ai, pimba! Senti. Realmente tem sabor, é meio cítrico, com o toque de caju. Talvez, se diminuíssem o teor de gás, o sabor ficasse mais apurado. Como qualquer refrizinho que se preze, pode ter qualquer comida de lado e vai cair bem. Mas para mim, ficou ideal com um pirão. Mas a combinação exata é com o Baião de Dois.
É bem verdade que há uma dificuldade de se encontrar a cajuína nas cidades grandes, essa que eu tomei veio de Cabrobó. Mas se você tiver paciência e souber respeitar todas as vendas e barraquinhas por onde passa, pode ser que encontre uma garrafa verde com um desenho de caju perto da sua casa. Eu encontrei num boteco meio mequetrefe na rua do Bar dos Garçons, lá na Iputinga.Vale lembrar que o preço está bem abaixo do cobrado pelos refrigerantes da grandes marcas, a garrafa de 600ml custa R$ 1,00.
Foto: Design não é forte da Cajuína
Nenhum comentário:
Postar um comentário