sábado, 14 de novembro de 2009

Cênicas

legenda: tereza vive à espera do seu grande amor

O tempo certo do Cordel do amor sem fim


Texto da baiana Cláudia Barral inspirou montagem no Recife



Por Duda Martins


No início do século passado, em Portugal, os comerciantes procuraram uma nova forma de vender literatura. Uma maneira em que as obras ficassem expostas para e chamassem a atenção com maior facilidade. Foi então que os vendedores tiveram a ideia de pendurar livros e peças de teatro em cordões de barbante. Cordões, se a ideia tivesse surgido aqui, no Brasil. Lá em Portugal, no meio das tradições ibéricas, nasceu o Cordel. E foi exatamente ele quem inspirou a dramaturga baiana Cláudia Barral a escrever “O cordel do amor sem fim”, que inspirou, por sua vez, o diretor pernambucano Samuel Santos a remontar a peça aqui em Recife, que como esse início de texto, parece não ter fim.

Santos acertou em cheio na hora de decidir qual deveria ser o ponto chave que faria da sua peça um agente de reflexão social. Ao contrário do que o senso geral pode imaginar, O cordel do amor sem fim não fala do amor, ou pelo menos não é esse o principal intuito. O texto de Barral bebe na fonte do contemporâneo, transcende o cotidiano e aborda a questão mais urgente para esses dias, o tempo.

Carminha, que ama José, que ama Tereza, que ama Antônio, cada um no seu tempo. É assim que o espetáculo acontece, à base da espera, da paciência e finalmente, da esperança. Carminha reprime seu amor por José, que está prestes a casar com Tereza, que resolveu esperar a volta do amado Antônio, um rapaz que conheceu às margens do Rio São Francisco, por quem se apaixonou subitamente. Madalena, que esqueceu de viver os dias que correm, quer manipular as pessoas dentro de prazos estipulados.

O cenário é simples, os objetos funcionais, o figurino de uma época qualquer. A história das três irmãs que vivem na cidade de Cariranha, na Bahia é encenada de forma poética por quatro jovens atores que talvez ainda estejam por experimentar as surpresas que o tempo reserva.

Um comentário:

  1. DUDA MINHA LINDA PARABÉNS PELA ANALISE DA OBRA. O CURSO DE KIL FOI BOM , VEJO UMA BASE BEM LEGAL SOBRE A TUA ESCRITURA .BEM QUE TU PODERIA ESCREVER NOS NOSSOS JORNAIS MAIS ASSIDUAMENTE . BEIJOS.

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